O país vive um momento ímpar devido à pandemia do Coronavírus (COVID-19). Com o isolamento social, muitas pessoas precisaram interromper as suas atividades e a demanda por produtos ou serviços já tiveram quedas significativas.

Cenário do Coronavírus: perspectivas para o setor logístico.

De acordo com secretários do Ministério da Economia, a crise gerada pelo Coronavírus, aliada à guerra do preço do petróleo, fizeram com que o PIB estimado em 2,1% fosse reduzido a 0,02%. Ao mesmo tempo, dispararam as vendas de alimentos e itens de saúde e limpeza no Brasil.

Vendas disparam no varejo.

Segundo dados da Nielsen, multinacional que monitora o desempenho de vendas de grandes cadeias varejistas, divulgou estudo sobre os itens mais procurados no país. Desde o início do ano até o dia 8 de março, as vendas do álcool gel cresceram 2857% na comparação com o mesmo período de 2019. Outros produtos que se destacaram foram itens de limpeza (+75%) e cortes de carne congelado (+67%). Em relação a produtos de saúde, o Brasil registrou alta de 972% nas vendas no mesmo período. Esse aumento do consumo da população nos supermercados e farmácias reflete diretamente na demanda da indústria, atacado distribuidor e destaca novamente, a importância que a logística tem em relação à sobrevivência da população.

Diante deste cenário econômico, que terá forte influência dos desdobramentos que a pandemia do Coronavírus ainda deve trazer, o diretor presidente da ABOL (Associação Brasileira dos Operadores Logísticos), Carlos Cesar Meireles Vieira Filho, ressalta o comprometimento do setor em relação ao abastecimento nas grandes cidades e cuidados que os profissionais devem seguir.

Para ele, o país deve enfrentar desaquecimento da economia com queda entre 40 a 50%. Mas, ele alerta que é importante entender a diferença entre desaquecimento econômico e o desabastecimento do mercado. “Quanto ao primeiro, como dito, deverá sim ter uma queda representativa, dada a própria circunstância da baixa demanda por conta das pessoas estarem corretamente reclusas, em quarentena. Já o desabastecimento somente pode-se considerar se houver embargo, interrupção, restrição de tráfego nas rodovias, nos portos e aeroportos de todo o país”, relata ele. No momento, medidas por parte do governos federal , estadual e municipal estão sendo analisadas com base em cada estado ou município, para que o risco de desabastecimento não aconteça. É preciso que todos entendam que é necessário o trânsito de todo tipo de mercadoria, dos insumos, matérias primas, máquinas e equipamentos, bem assim os produtos acabados.

Alerta: cuidados para caminhoneiros e setor da logística

O presidente da ABOL alerta que os serviços essenciais prestados aos carreteiros, como restaurantes, borracharia, hotéis de trânsito, lojas de conveniência, postos de combustíveis precisam estar em pleno funcionando para que não haja interrupção no suprimento aos supermercados, farmácias, hospitais, clínicas, entre outros estabelecimento.

Os cuidados com a saúde apontados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde do Governo Federal merecem atenção. Os profissionais de logística e caminhoneiros precisam lavar as mãos com sabão com mais frequência e quando isso não for possível, utilizar álcool em gela, além do uso de máscaras de proteção quando indicadas, distância de dois metros entre trabalhadores e trabalho home office quando a função permitir. “Nas operações logísticas de armazém já se toma muito cuidado com o manuseio das mercadorias, tornando-se, nestas circunstâncias, mais ainda intenso o zelo com as embalagens, para evitar a propagação do vírus” relata Carlos Cesar Meireles Vieira Filho.

 

Com informações da ABOL e Nielsen.

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